Próxima parada Itapoã

Nesta quinta-feira, teremos a 11ª exibição do projeto RUA CINEMA NOSSO, essa sessão é um apanhado especialíssimo de tudo que está sendo exibido nesta mostra itinerante.

O filme homenageado é um grande marco dentro do Cinema Brasileiro pelo seu experimentalismo, por não seguir as formas pré-estabelecidas pelo Cinema Clássico, tão utilizadas no cinema hollywoodiano. “Matou a Família e foi ao Cinema” (de Júlio Bressane |1967) é um cinema de risco. Da maneira similar é essa sessão que teremos dia 20 no Itapoã. A programação é composta por curtas que buscam maneiras diferentes e ousadas para se realizar um filme.

Em 32 Mastigadas: de 16 N a 16 S  (dir.: Maria Vitoria Canesin | 13min | 2008), imagens mostram o que é estar dentro de uma cidade planejada, onde a arte se aproxima do urbano, numa coerografia tão bizarra quanto a nossa própria cidade. No curta zumbi, A Volta do Candango (dir.: Eric Aben-Athar e Filipe Gontijo | 6min | 2006), temos uma experiência fantástica: um candango, que morre em um acidente na época da construção de Brasília, ressurge nos dias de hoje. Já em Mínima Cidade (dir.: João Lanari | 9min | 1984) retrata-se em um virtuosismo frenético o lado antimonumental da cidade, o que se vê em Brasília são pequenas ruas reveladas por uma câmera de dentro de um carro.

Em A Dança da Espera(dir.: André Nascimento | 11 min | 2000), encontramos vários personagens em pontos diferentes da cidade, que esperam por algo em comum: a seca acabar. brasíliApe (dir.: RC Balerini | 11 min | 2003) traz com grande potência o 16mm, feito com câmera na mão, onde essa interpela os pedestres e os faz pensar sobre o andar pela cidade. Já o curta Ana Beatriz (dir.: Clarissa Cardoso | 9min | 2008), tem uma narrativa mais convencional e uma história já contada mais de mil vezes, o Amor, porém, esse filme nos traz uma novidade, todo ele ganha movimento a partir da sequencia de várias fotos, são os vários instantes que nos dão a noção do tempo fluido. E finalmente, em A Mulher no Morro do Alto (dir. Cássio Pereira dos Santos | 11 min | 2012), temos um registro um tanto quanto inusitado: crianças produzem lâmpadas para subir o alto do morro, onde vive Dona Santa Serrana e ouvir suas histórias.

 

Nesta quinta muito especial de cinema na rua, teremos uma sessão de filmes muito diversificados, mas unidos pela ousadia que foi buscada de forma diferente em cada um deles. Essas são obras possíveis apenas em suas realidades, que não buscam reproduzir um modelo que não é a realidade vivida pelo nosso cinema brasiliense.

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