Aula de abertura oficina “O cinema e as cidades”

Este slideshow necessita de JavaScript.

Na primeira aula da Oficina “O cinema e as cidades”, realizada pelo Coletivo Muruá em parceria com a Caixa Cultural o professor Ciro Marcondes teve uma longa conversa sobre as primeiras maneiras que as câmeras capturaram as cidades. Com exibição de vários filmes como Haiti (Rudy Burckhardt, 1938),  “O homem com uma câmera” (Dziga Vertov, 1929), “Rain” (Joris Ivens, 1929)  e “Berlim: sinfonia de uma grande cidade”, (Walter Ruttmann, 1927), mostrando a influência das vanguardas no cinema.

Hoje teremos Daniela Marinho, diretora e produtora da cidade, que vai contar a história das salas de cinema de Brasília e sua identificação como símbolo da segregação cultural, já que nos dias atuais as salas de projeção estão em sua maioria no plano-piloto, dentro de shoppings a um custo bem alto. A oficina segue até sexta (9) e conta com a participação de integrantes de movimentos sociais, estudantes, produtores culturais, cineastas, cinéfilos e fotógraf@s.

Participe da oficina “O cinema e as cidades”

CAIXA Cultural Apresenta

 OFICINA O CINEMA E AS CIDADES

com Coletivo Muruá

 5 a 9 de novembro de 2012 | 19h às 22h

Local: Sala Gente Arteira | 4º andar | CAIXA Cultural Brasília

 Não recomendado para menores de 16 anos

 INSCRIÇÕES 25 a 29 de outubro de 2012, a partir das 10h do dia 25 | 30 vagas*

Clique aqui

*A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição.

CAIXA Cultural Brasília

SBS quadra 4, lotes 3 e 4

Edifício Anexo à Matriz da CAIXA

Informações: (61) 3206-9450

www.caixa.gov.br/caixacultural

caixacultural.df@caixa.gov.br


BANG BANG, POW, TUM, SOC, BOOM!

É com muita ação, adrenalina e suspense que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 27 de Setembro, às 19 horas, a última sessão do projeto RUA CINEMA NOSSO em 2012.

Os filmes que compõem esse programa são: “A Volta do Candango”, de Eric Aben-Athar e Filipe Gontijo (6 min, 2006), um filme zumbi que nos traz a lembrança o surgimento da capital; “Deus”, de André Miranda (12 min, 2011), uma tarantinesca aventura pelo outro lado da vida; “Confinado”, de Rafael Lobo (20 min, 2010), um terror psicológico contado de uma maneira bem videoclipesca; “Hereditário” (20 min, 2012), de Sérgio Lacerda e Johil Carvalho, um filme com uma pegada bem western, onde a família é o elo principal da trama; e finalmente “Sequestramos Augusto Cesar” (21 min, 2004), de Gui Campos uma comédia com pitadas de violência e muita perseguição.

Os curtas a serem apresentados tem um diálogo muito forte com os cinemas de gênero de Hollywood. Mas como será que os brasiliense incorporam esses elementos em seus filmes? Confiram a sessão e vejam o que de melhor foi feito no estilo no nosso cinema candango.

Próxima parada Itapoã

Nesta quinta-feira, teremos a 11ª exibição do projeto RUA CINEMA NOSSO, essa sessão é um apanhado especialíssimo de tudo que está sendo exibido nesta mostra itinerante.

O filme homenageado é um grande marco dentro do Cinema Brasileiro pelo seu experimentalismo, por não seguir as formas pré-estabelecidas pelo Cinema Clássico, tão utilizadas no cinema hollywoodiano. “Matou a Família e foi ao Cinema” (de Júlio Bressane |1967) é um cinema de risco. Da maneira similar é essa sessão que teremos dia 20 no Itapoã. A programação é composta por curtas que buscam maneiras diferentes e ousadas para se realizar um filme.

Em 32 Mastigadas: de 16 N a 16 S  (dir.: Maria Vitoria Canesin | 13min | 2008), imagens mostram o que é estar dentro de uma cidade planejada, onde a arte se aproxima do urbano, numa coerografia tão bizarra quanto a nossa própria cidade. No curta zumbi, A Volta do Candango (dir.: Eric Aben-Athar e Filipe Gontijo | 6min | 2006), temos uma experiência fantástica: um candango, que morre em um acidente na época da construção de Brasília, ressurge nos dias de hoje. Já em Mínima Cidade (dir.: João Lanari | 9min | 1984) retrata-se em um virtuosismo frenético o lado antimonumental da cidade, o que se vê em Brasília são pequenas ruas reveladas por uma câmera de dentro de um carro.

Em A Dança da Espera(dir.: André Nascimento | 11 min | 2000), encontramos vários personagens em pontos diferentes da cidade, que esperam por algo em comum: a seca acabar. brasíliApe (dir.: RC Balerini | 11 min | 2003) traz com grande potência o 16mm, feito com câmera na mão, onde essa interpela os pedestres e os faz pensar sobre o andar pela cidade. Já o curta Ana Beatriz (dir.: Clarissa Cardoso | 9min | 2008), tem uma narrativa mais convencional e uma história já contada mais de mil vezes, o Amor, porém, esse filme nos traz uma novidade, todo ele ganha movimento a partir da sequencia de várias fotos, são os vários instantes que nos dão a noção do tempo fluido. E finalmente, em A Mulher no Morro do Alto (dir. Cássio Pereira dos Santos | 11 min | 2012), temos um registro um tanto quanto inusitado: crianças produzem lâmpadas para subir o alto do morro, onde vive Dona Santa Serrana e ouvir suas histórias.

 

Nesta quinta muito especial de cinema na rua, teremos uma sessão de filmes muito diversificados, mas unidos pela ousadia que foi buscada de forma diferente em cada um deles. Essas são obras possíveis apenas em suas realidades, que não buscam reproduzir um modelo que não é a realidade vivida pelo nosso cinema brasiliense.

São Sebastião nesta quarta!

Nesta quarta-feira, dia 12 de Setembro, exibiremos um programa que homenageia um grande clássico do cinema brasileiro, A Margem (1967),  dirigido por Ozualdo Candeias. Nessa obra,  conhecemos duas histórias de amor que se passam à margem do Rio Tietê, um amor vivido também à margem da sociedade.

Os curtas a serem exibidos nesta sessão são também história vividas à margem. Em “Rap, o Canto da Ceilândia” (15 min, 2005), de Adirley Queirós, a música que é cantada principalmente por negros é analisada pelos próprios rappers que atestam essa marginalização. Já em “O Chiclete e a Rosa“ (13 min, 2002), de Dácia Ibiapina, acompanhamos a trajetória de menores de bar em bar vendendo rosas e chicletes e conhecemos o olhar de suas mães sobre essa realidade. E no curta “A Saga das Candangas Invisíveis” (15 min, 2008), de Denise Caputo, descobrimos a história de candangas que jamais ouvimos, as primeiras prostitutas do DF.

Essa sessão será especial, pois é realizada em parceria com o coletivo Radicais Livres S/A. Após a exibição dos filmes, o Skate Park de São Sebastião será palco de mais uma edição do Sarau Radical, com apresentações musicais, artísticas e poéticas.